Mapeamento de soluções livres para órgãos e instituições públicas

Como podemos manter um catálogo de repositórios de soluções livres em atividade na América latina?
Sugestões?

Penso que sendo Git a maioria dos repositórios abertos de software livres atualmente, poderíamos propor um arquivo padrão/template mínimo para conter na raiz do repositório; esse arquivo seria responsável por fornecer alguns metadados para um catálogo dinâmico, cujo de tempos em tempos se atualiza.

Dentre os metadados, estaria as categorias e principais links de suporte/contato do projeto;

Poderia ser um microformato no README.md ou no LICENSE

Mas imagine que precisava fomentar um padrão indexavel.

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Massa, sugiro usar a metodologia proposta pela TW:

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Quem sabe também poderia haver uma lista “awesome”, tal como descrito em https://github.com/topics/awesome-list .

Não é uma abordagem tão completa quanto um TechRadar, mas é mais rápido de compilar uma lista.

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Por onde começamos a fazer a carga do conteúdo?

Penso que esse mapeamento pode ser construído e apresentado de tantas formas que vejo ser fundamental primeiramente discutirmos qual(is) o(s) objetivo(s) deste catálogo. Para mim, enxergo esses 2 objetivos como prioritários:

  • Possibilitar a um gestor de TI (responsável pelas escolhas de software em um órgão público) conhecer softwares sendo utilizados em outros órgãos para eventual uso no seu órgão.
  • Possibilitar aos desenvolvedores (ou o gesto de TI) divulgarem seus softwares para sem utilizados por outros órgãos.

Penso que esses objetivos ajudam a delimitar quais informações/metadados são necessários no mapeamento.

Além dos objetivos, vejo como necessário definirmos algumas categorias de software prioritárias para delimitar nosso trabalho de mapeamento neste momento. Acho que é mais efetivo planejarmos uma versão 1.0 enxuta e rápida, e posteriormente evoluirmos para um catálogo dinâmico, interativo e super amplo. Isso vai ajudar a dar um sentido antes de aprofundarmos.

Um exemplo de divisão por categorias é usado pelo Technology Radar da ThoughtWorks (sugerio pelo @uira) que divide o radar em 4: Techniques, Tools, Platforms, Languages & Frameworks. Essas 4 divisões fazem todo sentido na perspectiva do campo de atuação desta empresa, que além de desenvolver software também é especialista em metodologias e boas práticas ágeis (por isso a primeira categoria “Techniques”).

Para o nosso catálogo proponho 2 grandes grupos de categorias. O primeiro com categorias organizando por uma visão departamental (áreas meio) e agnóstica às competências da instituição pública. O segundo grupo organizando soluções especializadas por categorias temáticas (cultura, educação, saúde, segurança pública, esporte, etc…). Assim sendo:

Vários softwares livres, pela sua natureza, acabam tendo um grau de especialização em um setor específico, como cultura, educação, saúde, etc., e muitas vezes são desenvolvidos por e para uso nas esferas estaduais e municipais. Para esses casos podem ser criadas categorias temáticas ou uma categoria específica para órgãos de atuação local:

Edição: A lista provisória/exemplificativa acima foi reestruturado e incrementada após comentários de outras pessoas feitos neste tópicos.


Esta é uma proposta de organização deste catálogo. Mesmo com essas categorizações ainda corremos o risco de não atender todos os possíveis cenários. Independente da qualidade inicial do catálogo tenho certeza que a melhor forma de aprimorá-lo é iniciando e lidando com as limitações encontradas pela comunidade.

Além disso também podemos seguir uma estratégia de catalogar outros catálogos, aliando-o outras iniciativas de catalogação similares.

Também penso que um requisito essencial para um software estar listado neste catálogo é o de possuir uma comunidade ativa, ou pelo menos a existência de especialistas (servidores públicos ou não) participando do uso daqueles softwares em órgãos públicos. Dessa forma o catálogo é mais do que um simples cardápio de possíveis softwares, mas passa a ser um meio de conectar as pessoas interessadas com as pessoas que tem conhecimento daquele software.


Quanto ao Formato, acredito que o catálogo pode começar sendo um artigo aqui no fórum ou um documento numa conta do Github (para facilitar a colaboração). Posteriormente podemos evoluir para uma solução sistematizada com banco de dados e seguindo algum padrão de microdados de descrição dos metadados, como proposto pelo @valessio.


E, como provocação, acredito que valha à pena entender as limitações do atual catálogo do portal do Software Público Brasileiro para não cairmos no mesmo erro.

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Na categoria Ferramentas de Gestão do Conhecimento , por exemplo: acrescento as seguintes:
Omeka - sistema de gerenciamento de conteúdo para coleções digitais on-line. Permite que os usuários publiquem e exibam objetos de patrimônio cultura. Adequado para a criação de museus virtuais. https://omeka.org/
Archivematica - sistema para repositórios digitais arquivísticos, adequado para armazenamento de documentos de preservação permanente. Usado pelo Arquivo Nacional no seu AN Digital. http://wiki.ibict.br/index.php/Guia_do_Usuário_-_Archivematica
AtoM. - criado pelo CIA ( Conselho Internacional de arquivos) utilizado para acesso a documentos arquivísticos, inclusive aqueles armazenados no Archivematica ( que para ser um repositório digital confiável arquivístico não tem acesso pela internet) https://www.accesstomemory.org/pt-br/
Open Journal Systems ( OJS ) é um software de gerenciamento e publicação de revistas eletrônicas. https://pkp.sfu.ca/ojs/
*Tematres -sistema para o desenvolvimento de tesauros, vocabulários controlados e ontologias.
https://sourceforge.net/projects/tematres/

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Incluí esses na lista lá no meu comentário, @Neide . Quem mais quiser incluir algum software naquela lista provisória, só responder aqui.

Além daquelas, quais outras categorias são interessantes?

Uma coisa que imagino que deva existir no mapeamento é algo indicando a “saúde” do software. Uma forma de indicar a facilidade de uso, rede de desenvolvedores, documentação e comunidade.

Sugiro a inserção na lista provisória do Amadeus LMS. Ele tem uma comunidade ativa, repositório aberto e é usado em várias instituições de ensino como a UFPE.

No entanto, fiquei com uma dúvida sobre como seria a questão das categorias. Por exemplo, percebi que o i-Educar está na lista provisória, como gestão municipal, mas será que ele não pode ser usado em colégios/institutos/universidades particulares?

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Acho massa @valessio ! Apesar de não ter tido uma sequência, existiu a intenção de ter um catálogo da América Latina e Caribe. A proposta abaixo pode ajudar com alguma reflexão:

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Incluí o Amadeus na lista provisória.

Quanto à categorização, reestruturei da seguinte forma:

  • Soluções para áreas meio
    • Ferramentas para Escritório
    • Plataformas de Gestão Corporativa
    • Ferramentas de Gestão de TI
    • Ferramentas de Comunicação e Atendimento ao público
    • Ferramentas de Gestão do Conhecimento
    • Portais institucionais que implementam padrões de governo
  • Soluções especializadas
    • Soluções para Educação
    • Soluções para Cultura
    • Soluções para Governos locais

Que acham?

Imagino que essa lista pode crescer muito e precisar de uma reestruturação para facilitar a leitura. No futuro podemos desenvolver uma página de pesquisa e termos um catálogo mais dinâmico e multifacetado, onde cada registro poderá estar em mais de uma categoria ao mesmo tempo.

Muito interessante essa iniciativa!
Gostaria de sugerir à lista de soluções o software ProjeQtor (gerenciamento de projetos) e o Metabase (BI).
Gostaria de sugerir também que para cada solução apresentada na lista tenha também o manual de instalação.

Tem sido um grande desafio, pelo menos pra mim, instalar alguma dessas soluções já listadas. O manual disponibilizado quase sempre é muito sucinto.
Cada membro deste forum, que já tenha tido a experiência de instalação de alguma dessas soluções, poderia fazer um manual e disponibilizar aqui.

O que vocês acham?

Podem contar comigo pra isso.

Seria interessante mapear não apenas quais são os softwares livres úteis para órgãos e instituições públicas, mas também quem os usa. Isso ajudaria a construir a comunidade ligada a esses softwares dentro do setor público, já que um órgão poderia contactar o outro para tirar dúvidas e trocar experiências sobre como está sendo o uso, dificuldades enfrentadas na implantação e manutenção, etc. Além disso, a evidência de que o software já é utilizado por muitas outras instituições também ajuda no convencimento de que é seguro utilizar a solução, gerando um ciclo positivo de feedback.

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Ficha

Categoria: Gestão do Conhecimento
Software: MediaWiki e Semantic MediaWiki
Saúde: melhor impossível (grande comunidade de desenvolvimento, muitos plugins e extensões, integração com projetos no estado da arte do processamento de linguagem).

Quem usa:

  • ANAC, CGU, TCU, Anvisa, IBICT… (Nacional)
  • NASA, ESA, SKYbrary, NCI… (Internacional).

Do que precisamos e o que temos

Do que eu preciso:

  • reunir a comunidade de usuários para criar templates, formulários e fazer curadoria de plugins úteis para o serviço público;
  • aprender a produzir formulários com marcação semântica, similares aos modelos da SKYbrary.aero
  • formulário para elaboração de normas e outros atos normativos, de preferência com metadados em modelos do schema.org ou wikidata;
  • formulários que se integrem ao SEI (exporte o resultado para processo no SEI);
  • consultas semânticas que representem a informação em mapas.

O que temos:

ANAC (1035 usuários, 892 páginas, 1020 arquivos, 15000 edições - publicada em dezembro de 2017):

  • algumas predefinições (templates) que facilitam a vida do usuário para criar links com a base de arquivos da biblioteca (normas, resoluções, instruções, votos, decisões, …);
  • um conjunto de princípios comunitários e diretrizes políticas para uso de wiki em órgãos públicos, incluindo: políticas de privacidade, direitos de autor, bloqueio, eliminação de páginas…
  • conteúdos sobre aviação, regulação, gestão do conhecimento, administração pública, inovação.